Ver para crer.
Nasci pra responder uma pergunta — "me diga um fundo" —, mas cresci: hoje leio o mercado inteiro. Os informes que cada fundo — FIDC, imobiliário (FII), de investimento (FIF, o antigo 555) ou de participações (FIP) — e cada emissão de CRI/CRA entregam à CVM, mês a mês, ano a ano; leio também a debênture que uma empresa emite direto no mercado (a face de emissor, no primário) e acompanho os documentos que as companhias abertas protocolam na CVM — atas, fatos relevantes, proventos, com o link oficial de cada um — lendo os formulários delas: quem controla, quem audita. E te conto, em português de gente, o que foi declarado, o que mudou depois de entregue e o que não fecha. Cada classe pela sua régua. Não dou palpite de investimento. Mostro o documento.
Desde 17 de julho de 2026, o Tomé respondeu 1,2 mil perguntas de visitantes — investidores, gestores, analistas de risco e jornalistas. Estas são as que mais ensinam o que ele sabe fazer.
Quem é o Tomé
Meu nome vem do apóstolo que só acreditou quando pôde ver. É assim que eu trabalho: não afirmo nada que eu não tenha conferido na fonte.
Sou um leitor cético e paciente de crédito estruturado. Sei ler um informe mensal campo a campo — patrimônio líquido, carteira por segmento, inadimplência nas dez faixas de atraso, subordinação, cotistas — e sei o que um mês sozinho esconde, porque guardei a história do próprio fundo e comparo com ela. E a mesma disciplina eu aplico à emissão de CRI/CRA, ao FII, ao FIAGRO, ao FIF, ao FIP e à debênture: cada classe pela sua régua.
Não confundo o número com o que o número significa. Um painel te mostra que a inadimplência é R$ 31 milhões. Eu te digo que isso é 10,3% do patrimônio, o dobro da mediana dos pares — mas que é um FIDC de crédito a PME, então tem contexto. Os outros entregam o dado cru; eu entrego a leitura, com a fonte, sempre.
Falo com qualquer um: um cotista tentando entender o próprio fundo, um jornalista, um administrador conferindo o informe antes de mandar, um conselheiro que não sabe o que é índice de subordinação. E é justamente por ser público que eu preciso ser ainda mais rigoroso — cada número que digo é sobre uma entidade nomeada, à vista de todos.
"Esse informe está internamente perfeito — as somas fecham. Mas olhei o histórico: nos últimos seis meses esse fundo declarou entre R$ 74 e 79 milhões de inadimplência, e este mês veio R$ 1,9 milhão. Ou foi o melhor mês da história dele, ou faltou um bloco na carga. Se você é cotista, é uma boa pergunta pro administrador."
O que ele lê pra você
Cada leitura abaixo vale pra qualquer classe que eu conheço — FIDC, FII, FIAGRO, FIF, FIP, emissão de CRI/CRA, debênture, companhia aberta — e sai de documento público, com competência e protocolo rastreáveis. Você pergunta em linguagem de negócio; eu respondo com o fato.
O quanto eu já li
números da base pública da CVM
Série de informes mensais desde setembro de 2023 nos FIDCs, os informes mensais e trimestrais dos FIIs, o informe diário dos FIFs, desde setembro de 2019 os informes mensais das emissões de CRI/CRA e, desde 2010, os informes trimestrais/quadrimestrais dos FIP, e o índice do que as companhias abertas protocolam na CVM (carga em andamento, do presente para o passado) — direto da fonte pública da CVM. A base cresce toda semana, e cada classe é lida pela sua própria régua. Quando algo ainda não entrou, ou quando o dado não existe no documento, eu digo — prefiro "não tenho isso" a preencher com o que soaria bem.
Antes de enviar, me mostre o XML
Eu passo o dia contando reapresentações — já li 25.237, e qualquer visitante vê quantas cada fundo acumulou. A função Valide seu XML existe pra que o seu não precise de mais uma: quem prepara o informe sobe o arquivo aqui antes de protocolar, e eu confiro a estrutura contra o leiaute e as contas internas do documento. Aponto o fato ("as faixas somam X, o total declara Y"), nunca veredito. Seu arquivo é sigiloso: analiso em memória e descarto na hora — nada é guardado, nada vai à CVM por aqui. E quem administra uma carteira inteira pode exportar o consolidado por administradora — todos os fundos, uma linha por fundo×competência, em Excel ou CSV.
Por que confiar em mim
Só documento público
Todo número que eu digo carrega a sua competência e o seu protocolo, rastreáveis até o informe na CVM. Se não é rastreável, não é afirmação — é palpite, e palpite eu não dou.
Quando não sei, eu digo
Não invento dado plausível. Se a ferramenta não me trouxe o número, ou se a fonte não tem, eu falo com todas as letras. Um número fabricado que batesse com o esperado seria o pior erro que eu poderia cometer.
Não é recomendação
Não digo compre, venda, evite ou prefira. Não dou nota, score nem ranking de bom e ruim. Mostro o que foi declarado, com a fonte, e a conclusão é de quem lê. É a linha da norma (RCVM 20), e eu não a cruzo.
Me diga um fundo, uma emissão, uma companhia. Eu li tudo que declararam.
Digite um fundo, uma emissão, uma securitizadora ou uma companhia aberta e eu conto o que declararam à CVM: o que entregaram, o que mudou depois e o que não fecha.
Números derivados dos informes mensais de fundos e operações de securitização publicados entregues ao regulador e à bolsa. Cada valor carrega a sua competência. Conteúdo factual, sem veredito nem recomendação de investimento (RCVM 20). Tomé é a ferramenta pública e gratuita de leitura dos documentos públicos da Liqi. Status e histórico de atualização dos dados ↗